Olá!
Hoje, dia 6 de maio de 2019, estreio este sub-blog (o segundo) dentro do meu blog principal - o Blog do Habib - com objetivo especificamente político. Sim, aqui devo expressar minhas opiniões políticas sem, no entanto, querer ser o dono da verdade, pois opinião é isso: apenas uma forma pessoal de ver e analisar a realidade política nacional e internacional, sem impô-las às pessoas que pensam diferente. Afinal, um socialista que combate o autoritarismo não pode, jamais, ser autoritário, embora algumas pessoas enveredam pelo erro de interpretar certas posições de esquerda como autoritárias.
Aos que já me conhecem através do Blog do Habib, sabem que há muito deixei de postar naquele Blog. Retorno, agora, neste sub-blog para expôr e analisar o modo socialista de pensar, assim como criticar o novo governo brasileiro que iniciou em 1º de janeiro último, e que vem, claramente, se mostrando retrógrado, levando o Brasil para o ano de 1959, e promovendo uma verdadeira lavagem cerebral numa parte incauta da sociedade brasileira (55% dos que o elegeram). O pior de tudo, é que estão conseguindo, sutilmente fazer a cabeça dos adolescentes entre 15 e 17 anos de idade, que têm a opção de votar ou não.
Há cerca de pouco mais de 2 semanas, fiz uma crítica aos Srs. Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro em duas turmas do Ensino Médio, sendo uma turma de 2º Ano regular e uma EJA do 3º Ano Médio. Eleitores do senhor Presidente da República não gostaram das minhas críticas, que diziam respeito aos ataques que, tanto o governo federal quanto o seu guru (Olavo de Carvalho) vêm fazendo às Ciências Humanas, principalmente à Filosofia e à Sociologia. O que tenho percebido, assim como outras pessoas de esquerda, é que os bolsonaristas vêm lutando pelo direito de se alienarem, tentando dominar as minhas aulas (o que não vou permitir, é claro!). Ideologicamente, não conseguindo apresentar um contrargumento plausível, atribuem a mim uma conduta que estou longe de ter: a de não permitir que eles exponham as suas opiniões. Levantam-se, então, de suas mesas e saem esbravejando levantando a bandeira do Movimento "Escola Sem Partido", a de que o professor não deve expor suas opiniões sobre religião, política e sexualidade.
É desmotivador ouvir da direção de uma escola que não vê qualquer serventia da Filosofia para as outras áreas, recordando da própria época em que estava na universidade. Nesse quadro, se um(a) professor(a) não tiver amor pela disciplina (Filosofia/Sociologia), ele(a) perde a motivação para lecioná-la.
Está surgindo no Brasil uma geração de jovens imperadores acéfalos, do mesmo modo que surgiu na Itália fascista e na Alemanha nazista. A verdadeira História está sendo jogada no lixo, transformando algozes em heróis. Há muito que, volta e meia, pessoas pelo mundo tentam negar o holocausto; no Brasil, cabeças conservadoras têm realizado o trabalho de negar o golpe de 1964. De forma ideológica, querem instituir a mentira no mundo. Mas, se esquecem que ainda há pessoas vivas que podem testemunhar, não somente pelos livros, mas, acima de tudo, pela própria vivência, atrocidades que foram praticadas em nome da liberdade, da moral e dos bons costumes.
Então, Mussolini, Hitler, Gal. Franco, Stálin, Pinochet, Gal. Stroessner são frutos da imaginação de italianos, alemães, espanhóis, russos, chilenos e paraguaios?
Shayr Alf-Hari.
Santa Luzia, 6 de maio de 2019
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